A celulite apareceu? Confira dicas de como prevenir e amenizar o aspecto casca de laranja na pele

aspecto casca de laranja na pele

Todo mundo conhece ou já ouviu falar da celulite — nome popular da lipodistrofia ginoide, que nada mais é que gordura depositada sob a pele. O médico Jorge Menezes, nosso convidado da coluna Especialista no Assunto, fez questão de esclarecer que celulite não é uma doença, e sim uma alteração, uma disfunção local e que, portanto, não tem cura. Em conversa com a revista Tem+ Araujo, ele nos falou de fatores que costumam influenciar o seu aparecimento, causas que podem agravá-la e formas de amenizar seu aspecto.

Por que ainda não há uma forma 100% eficiente de evitar a celulite?

É preciso ficar claro que a celulite não é uma doença e sim uma alteração, é uma disfunção local que caracteriza a celulite. Ela nada mais é que um depósito de gordura sob a pele. Apresenta características de um processo inflamatório crônico justamente neste depósito de gordura, onde há poucas trocas de gases (como o oxigênio), uma chegada pobre de nutrientes e a presença constante de um edema no local, uma retenção de líquido ao redor dos grumos gordurosos. Em função disso, ela provoca irregularidades na pele, com superfícies mais altas e mais baixas, formando o aspecto de casca de laranja. Você pode, portanto, tratá-la, mas se um dia abandonar o tratamento, ela irá voltar. Há também formas de melhorar o aspecto da pele.

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É verdade que quase todas as mulheres apresentam celulite?

Sim, ela é um processo que ocorre em mais de 90% das mulheres de qualquer etnia, apesar de ocorrer com maior frequência entre mulheres brancas. Pode ocorrer em homens também, mas geralmente quando eles apresentam algum distúrbio hormonal. De um modo geral, ela ocorre em maior concentração nas nádegas e coxas.

Que fatores contribuem para a ocorrência da celulite?

Além da maior incidência no sexo feminino, há outros fatores que contribuem para a ocorrência da celulite, entre eles: a hereditariedade, o biotipo corporal (distribuição de gordura), a etnia e os hábitos cotidianos. O sedentarismo, o tabagismo e a desregulação alimentar aumentam consideravelmente as chances da ocorrência de celulite. O fator genético é bastante importante, como problemas circulatórios que são passados de mãe para filha, prejudicando a excreção de toxinas e, assim, acumulando o líquido viscoso entre as células (os edemas). As alterações hormonais também impactam no surgimento ou agravamento da celulite. Os níveis de estrogênio quando muito altos, por exemplo, podem provocar disfunções no metabolismo, podendo iniciar ou agravar o quadro da celulite. Além da já mencionada má alimentação combinada ao sedentarismo e ao tabagismo, a tensão emocional pode contribuir para agravar o quadro.

Como identificamos os tipos de celulites e os tratamentos?

É possível tipificar as celulites graças ao trabalho de dermatologistas brasileiras, que fizeram o trabalho de caracterizar os tipos de acordo com o número de áreas deprimidas e elevadas, além da presença de flacidez. Os sintomas vão do aspecto de casca de laranja a outros mais graves, quando existe dor local e a região fica mais endurecida quando é pressionada com os dedos em forma de pinça. Existe, portanto, uma escala que vai de leve a moderada, chegando até grave, escala bastante importante para um melhor prognóstico para o tratamento. Há uma gama grande de opções, mas que muitas vezes são caras e desproporcionais aos resultados. Mais uma vez, vale lembrar que não existe cura para a celulite, pois ela não é uma doença; a pessoa já nasceu geneticamente programada para ter a celulite, digamos assim. A drenagem linfática (uma a duas vezes por semana) oferece uma boa melhora local. Radiofrequência e ultrassom focado são alguns dos tratamentos  estéticos que não possuem uma indicação médica, pois não há uma mensuração precisa da melhora a partir destes procedimentos. Para quaisquer tratamentos, é imprescindível procurar um especialista para uma avaliação e um tratamento global. O profissional buscará conhecer não somente a área afetada, mas também o estilo de vida da pessoa (se ingere bebida alcoólica, se fuma, se come muito açúcares e carboidratos, se faz exercícios, o histórico familiar, etc). É mais que fundamental uma avaliação médica.

Dr. Jorge Menezes, Médico Cirurgião Plástico CRM/MG19854

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