HPV: conheça para se proteger

HPV

Oito em cada dez mulheres e homens pelo mundo já entraram ou entrarão em contato com o papilomavírus humano, conhecido como HPV. Só no Brasil são 10 milhões de infectados e, ainda assim, muita gente desconhece as formas de prevenção e tratamento. Na maioria dos casos, o organismo consegue se livrar do vírus naturalmente, mas, quando persiste, corre-se o risco de desenvolver câncer de colo de útero, uma doença que representa a quarta maior causa de morte de mulheres por câncer no Brasil. No caso dos homens, há incidência do câncer de pênis que, segundo pesquisa recente, tornou-se três vezes maior em homens brasileiros do que em norte-americanos. Para saber mais, fomos ouvir a estudiosa do assunto Iracema Fonseca, que é também médica e especialista em Ginecologia e que, atualmente, preside o Capítulo Mineiro da ABPTGI e Colposcopia.

HPV
Dra. Iracema Fonseca
CRM/MG 24880

Como se dá o contágio?

Na maioria dos casos, o contágio se dá por via sexual, por meio do contato direto com a pele ou mucosa infectada. Em 5% dos casos, pode haver transmissão pelas mãos, objetos ou roupas contaminadas pelo vírus. A transmissão de mãe para filho durante o trabalho de parto é rara, mas pode ocorrer. Essas crianças contaminadas podem desenvolver a papilomatose laríngea recorrente, que é o aparecimento de lesões verrucosas nas cordas vocais e laringe.

Quais os maiores riscos que os mais de 100 diferentes tipos de HPV podem causar?

Os vírus de alto risco oncogênico podem causar lesões pré-malignas e malignas na vulva, vagina, colo do útero, região anal e pênis. Nos últimos anos, a incidência de câncer anal tem aumentado. Vários estudos têm mostrado que há outras lesões malignas atribuídas também ao HPV, como os cânceres de cabeça e pescoço (laringe e cavidade oral).

Qual a importância do exame Papanicolau? E da vacina?

O exame de Papanicolau é um exame de rastreamento que pesquisa alterações nas células do colo uterino causadas pelo HPV. Ele é de grande importância, pois auxilia no diagnóstico precoce das lesões pré-malignas que devem ser tratadas prontamente, evitando-se, assim, que evoluam para o câncer. A vacina contra o HPV é fundamental, pois induz de forma segura a formação de anticorpos contra o vírus. Todos os meninos de 11 a 13 anos de idade e meninas de 9 a 14 anos devem tomar a vacina, que é oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Homens e mulheres de 9 a 26 anos com HIV/AIDS, transplantados de órgãos sólidos, medula ou pacientes oncológicos também devem se vacinar. Pessoas que têm alergia grave a algum componente da vacina e gestantes não devem ser vacinadas. É importante lembrar que a vacina é recomendada em bula para uso em meninos e homens de 9 a 26 anos e em meninas e mulheres de 9 a 45 anos.

Como é feito o diagnóstico? Quais os possíveis tratamentos para lesões?

O diagnóstico das alterações induzidas pelo HPV é feito por meio do exame clínico e da biópsia das lesões. O tratamento varia de acordo com o grau da lesão, podendo ser aplicação de medicação tópica, cauterização ou cirurgia. Seu médico está apto a diagnosticar e tratar as lesões. A infecção por HPV não causa infertilidade e não apresenta risco para as mulheres que pretendem engravidar, desde que as lesões sejam tratadas em estágio inicial.

Já vacinou?

Para se prevenir contra o HPV é importante se vacinar. A Araujo, em parceria com a Vacsim, oferece a vacina contra o HPV por um preço especial, pra você não deixar de se cuidar. Mantenha sua proteção em dia!

Acesse araujo.com.br/vacinas e consulte as lojas que possuem o serviço.

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