Novos tempos têm exigido mudança nos hábitos alimentares

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Nosso modo de vida tem se transformado de forma ainda mais rápida do que as antigas gerações testemunharam. Presenciamos mudanças na forma de nos comunicar e de nos relacionar, e os exemplos são diversos. Entretanto, são os nossos hábitos alimentares que têm acendido um alerta vermelho por parte dos especialistas em saúde, principalmente em função do aumento dos índices de obesidade. De acordo com o levantamento* divulgado no ano passado pelo Ministério da Saúde, a incidência da doença teve um aumento de 60% no Brasil entre 2006 e 2016, acometendo quase 20% da população atualmente. Entre homens e mulheres, o número de obesos é bastante semelhante. Entre as pessoas acima do peso (53,8%), eles encontram-se em maior número (57,7% entre os homens contra 50,5% entre as mulheres), apesar de o corpo feminino ser o alvo preferencial do escrutínio público.

Não é difícil identificar os motivos. Quando pensamos em hábitos alimentares, notamos que alguns excessos viraram regra. De um modo geral, as porções ganharam tamanho família, o açúcar tornou-se onipresente, as comidas processadas conquistaram o paladar de crianças e de adultos, as refeições empobreceram em valor nutricional e ganharam em valor calórico, entre outros. Somado a isso, nos movimentamos menos e permanecemos mais tempo sentados durante as atividades do dia a dia. Esse exagero – na alimentação e com uma vida mais sedentária – tem um preço alto. Apesar de a magreza não ser necessariamente um sinal de saúde, é preciso estar atento ao fato de que o ganho excessivo de peso aumenta as chances de desenvolver doenças como hipertensão arterial e diabetes. Elas frequentemente caminham lado a lado e são doenças crônicas, portanto, não têm cura. A boa notícia é que podem ser controladas com medicamentos e bons hábitos de vida. Mais um motivo para incluir na rotina exercícios físicos, alimentação saudável e consumo moderado de bebidas alcoólicas.

É preciso estar de olho na balança, nunca como uma imposição de um padrão estético, e sim para acompanhar se determinado ganho de peso é um indicador de perda de qualidade de vida. Comece revendo sua alimentação. O levantamento do Ministério da Saúde apontou que os brasileiros estão consumindo menos ingredientes considerados básicos e tradicionais, como frutas e hortaliças. Mais importante que contar calorias é começar a diferenciar comidas naturais das ultraprocessadas, que costumam ser ricas em conservantes, açúcares e sal, mas pobres em nutrientes. Valorize a variedade de alimentos em seu prato, dando preferência aos encontrados na natureza, como grãos, cereais, carnes, frutas e verduras, porém, sem aditivos químicos. Escolher os ingredientes e aprender a prepará-los é um ótimo exercício de tomada de consciência daquilo que se come. Inclua também atividades físicas em sua rotina, que podem começar por um passeio a pé com o cachorro ou simplesmente deixar de lado a exclusividade de locomover-se por veículos motorizados. Mais que a balança, seu corpo – e a sua mente! – irá agradecer.

Que tal aproveitar que 2018 ainda está começando para rever seus hábitos alimentares? Conte para a gente nos comentários!

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