Você conhece a luz visível e seus danos à pele?

Você já parou para pensar quanto tempo passa em frente a aparelhos eletrônicos, como o atualmente “inseparável” celular? Chega o verão e nossa preocupação com a incidência de raios ultravioletas costuma aumentar, mas a exposição à luz visível nem sempre ganha a devida atenção, seja em qualquer época do ano. A luz visível (também conhecida como luz azul) é emitida de dispositivos como celulares, tablets e computadores, além de lâmpadas. Ela é capaz de atingir a derme, podendo causar manchas e acelerar o surgimento de rugas e linhas finas de expressão, como nos explica o médico e cirurgião plástico Jorge Menezes. Na entrevista da Revista Tem + Araujo de verão, buscamos conhecer um pouco mais sobre o assunto, incluindo formas de prevenção.

Como a luz visível pode afetar a nossa pele?

No dia a dia, estamos constantemente expostos às luzes de notebooks, celulares, tablets e lâmpadas. Elas são prejudiciais à pele, uma vez que aceleram a produção de radicais livres, ocasionando o envelhecimento cutâneo, com o possível aparecimento de manchas, pequenas rugas finas ou mesmo um aspecto de desidratação. É o que chamamos de poluição eletromagnética. Convivemos, portanto, com uma luz visível, que nos prejudica especialmente em ambientes internos, e com uma luz solar, que nos prejudica lá fora. Tanto a proteção de uma quanto da outra são extremamente importantes, lembrando que a exposição aos raios UV solares impacta não apenas no envelhecimento cutâneo, mas também no surgimento de lesões de pele, como os cânceres. Cremes e séruns antioxidantes são produtos que podem combater a formação dos radicais livres. O ideal é que sejam aplicados primeiro, para que a pele os absorva completamente. Passados vinte minutos, já é possível aplicar o protetor solar por cima.

A luz visível pode contribuir para o aumento do melasma?

Ela não afeta necessariamente o melasma, porque ele deriva de uma alteração da pele. Mas, claro, essa luz visível é um estímulo a mais de agressão à pele, podendo sim intensificar a coloração do melasma. Ainda assim, não de forma intensa como a luz solar é capaz. Além de aplicar cremes e séruns antioxidantes, o que mais é possível fazer para se proteger da luz visível? É verdade que filtros solares com cor garantem este cuidado? A proteção da luz visível pode ser feita sim com filtros solares com cor. Eles realmente garantem uma proteção, pois o próprio pigmento permite formar uma barreira, além de ser capaz de refletir uma parte dessa luz. Vale lembrar, contudo, que pigmentos mais intensos (com cor mais forte) têm uma proteção maior à luz visível. Os filtros com e sem cor têm como matéria-prima principal ingredientes e ativos voltados à proteção solar. Os com cor promovem uma espécie de proteção “extra” contra a luz de ambientes internos com lâmpadas ou de aparelhos eletrônicos.

Neste sentido, uma maquiagem (como base ou corretivo) possui efeito similar a um filtro solar com cor? Se sim, ela poderia substituir o filtro?

Na verdade, é exatamente o contrário: os filtros solares com cor que podem substituir a maquiagem. Eles oferecem proteção e ainda reproduzem o efeito estético desejado com a maquiagem. E, a não ser que a maquiagem contenha FPS em sua fórmula, ela pode atuar somente como uma barreira de chegada da luz à pele, não sendo necessariamente uma proteção contra raios solares.

Lembrete importante!

Ainda segundo o médico, mais importante que a quantidade de protetor solar usado é o número de vezes que ele deve ser reaplicado. Em ambientes como praias e cachoeiras, a reaplicação nunca deve ultrapassar a cada duas horas. No dia a dia da cidade, é possível espaçar um pouco mais o período entre as aplicações.

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