Araujo 100 Anos

Memória Araujo

Araujo 100 Anos - Anúncio Drogaria Araujo 1956
Anúncio Drogaria Araujo, 1956.
Araujo 100 Anos - Anúncio Drogaria Araujo 1956
Anúncio Drogaria Araujo, 1956.

Em 1956, a Araujo celebrou seu cinquentenário. Um dos anúncios comemorativos lembrava os belo-horizontinos de que, “desde 1906 até hoje, muita coisa aconteceu”. E não havia mesmo como esquecer. Naquele ano, a novíssima capital caminhava para alcançar 1 milhão de habitantes, um crescimento que a Araujo acompanhou de perto, pois cresceram juntas. Como Modesto Araujo gostava de contar durante as conversas no balcão, quando a drogaria iniciou suas atividades “no meio-fio havia, aqueles argolões para o pessoal chegar e amarrar os burros enquanto faziam suas compras”.

Entre chegadas e partidas de viajantes a futuros moradores, a Araujo foi se tornando uma referência. Com um mês de funcionamento, foram mais de 30 receitas aviadas e fórmulas manipuladas. Lá no alto das prateleiras, feitas de madeira, ficavam potes de porcelana com os ingredientes das receitas. Tê-los em estoque não era o suficiente. A garantia de procedência e a precisão na hora de manipular as fórmulas eram fundamentais e, por isso, a confiança nos farmacêuticos era algo tão valioso. Não à toa, outro anúncio do cinquentenário ressaltava o “alto padrão de eficiência e de rigor técnico” com que a drogaria servia a um público cada vez mais crescente. De fato, desde o início, a Farmácia de Manipulação Araujo mereceu a confiança e a preferência dos médicos da capital. Um deles foi João Guimarães Rosa, que, antes de se tornar um dos mais importantes escritores brasileiros, exerceu a medicina em terras mineiras.

Araujo 100 Anos - Carderneta 1906
Caderneta de 1906, com itens e valores das despesas.
Araujo 100 Anos - Receita de João Guimarães Rosa 1932
Receita de João Guimarães Rosa, datada de 1932
e aviada no laboratório de manipulação da Drogaria Araujo.

Em 1918, quando a “gripe espanhola” (como ficou conhecido o surto do vírus influenza) chegou a Belo Horizonte, a drogaria se organizou para amenizar seus efeitos na população. Antes, a epidemia de influenza havia afetado pelo menos um terço da população mundial, causando mais de 20 milhões de mortes. No Rio de Janeiro, em apenas um mês, a epidemia deixou mais de 15 mil mortos, incluindo o presidente da república Rodrigues Alves. Funcionários da drogaria e também familiares de Modesto Araujo se voluntariaram para atender a quaisquer demandas. O quinino, usado no combate à doença e na sua prevenção, era distribuído gratuitamente, e o preço dos remédios, mantido, diferentemente de outros estabelecimentos que aproveitaram a escassez e a necessidade da população para cobrar mais. Para a Drogaria Araujo, a credibilidade e o respeito dos belo-horizontinos não tinham preço.

Araujo 100 Anos - Anúncio no jornal Minas Gerais 1918
Anúncio no jornal Minas Gerais, edição de 1918, menciona Pharmacia Mineira, mais tarde rebatizada de Drogaria Araujo.

Se fosse preciso, Modesto mandava buscar produtos em outras lojas, e até mesmo em outras capitais ou no exterior, para que nada faltasse aos clientes. Além do farmacêutico regular, a Araujo também contava com um médico que oferecia consultas gratuitas na drogaria. Naquela época, os serviços públicos de saúde ainda engatinhavam, e o médico da Araujo era uma das poucas alternativas para a população.

A drogaria funcionava dia e noite, afinal, doença não tem hora. “Como é que você fecha suas portas às 19 horas, como no comércio, e vai embora para casa? É impossível dizer para o cliente: Fulano, vê se adoece amanhã!”, afirmava Modesto Araujo. Desde o início das atividades da farmácia, Modesto dormia no fundo da loja e se levantava durante a madrugada para atender os clientes. Com o tempo, não conseguia mais dormir, pois a campainha ficava ao lado de sua cama, e a demanda só crescia. Em 1933, a Araujo criou o primeiro plantão noturno permanente da cidade, oficializando o serviço de atendimento 24 horas.

Araujo 100 Anos - Anúncio 1933
Anúncio de 1933.
Araujo 100 Anos - Loja Matriz de dia
Registro da loja Matriz ao dia.
Araujo 100 Anos - Loja matriz à noite
Registro da loja Matriz à noite.

Outra marca registrada da Araujo, desde a sua fundação, era a entrega em domicílio, inicialmente feita por meio dos bondes da cidade. Até que, em 1963, foi inaugurado o Drogatel Araujo, primeiro telemarketing do Brasil. Funcionando 24 horas por dia, os produtos eram entregues por meio de uma frota de fuscas amarelos que ficaram famosos no cenário da capital e gravados na memória de muitos mineiros.

Araujo 100 Anos - Fusca Amarelo da Araujo
Famoso fusca amarelo da Drogatel Araujo.
Araujo 100 Anos - Um dos anúncios da Araujo
Um dos anúncios Drogatel Araujo.

A cada nova Araujo inaugurada, uma conquista celebrada. Em dezembro de 1948, a sede foi transferida para uma nova localização, em frente à Praça Rio Branco, no Centro. Funcionando 24 horas, ela viu a praça e a cidade ao seu redor seguirem em constante transformação.

Atualmente, nesse mesmo endereço, a Araujo permanece de portas abertas.

Araujo 100 Anos - Novas instalações na Rua Curitiba 1948
Transferência para as novas instalações, à Rua Curitiba, no Centro. 1948.

Álbum de memórias

As informações contidas neste blog não devem ser usadas para automedicação e não substituem, em hipótese alguma, as orientações dadas pelo profissional da área médica. Somente o médico está apto a diagnosticar qualquer problema de saúde e prescrever o tratamento adequado.
Razão Social: Drogaria Araujo S.A | CNPJ: 17.256.512.0001-16 | Endereço: Rua Curitiba 327 - Centro - CEP: 30170-120 - Belo Horizonte - MG |
Telefones: 0300.313.1010 e (31) 3270-5000 Horário de funcionamento - 06:00h às 00:00h
Farmacêutico responsável: Mário de Lima Colen - CRF Nº 46 | Farmacêuticos substitutos: Simone de Oliveira Costa e Silva CRF 6694; Juliana Aparecida Pimentel CRF 36994; Thiago Aguiar Pinheiro - CRF Nº 13748,
Alvará Sanitário: 2018020713
Autorização de Funcionamento da Empresa (AFE): 7.16355.1
Autorização Especial (AE): 1.33217.0