Febre maculosa: saiba como proteger seu pet

As mortes neste ano por febre maculosa deixaram muita gente em alerta, mas é preciso seguir com os cuidados o ano todo. A principal forma de prevenir continua sendo evitar o contato com o carrapato transmissor (tire suas dúvidas abaixo), o que vale também para os animais de estimação. Afinal, se seu cãozinho mantiver contato com os carrapatos, ele pode acabar levando-os para dentro de casa, aumentando o risco de se contrair a doença.

 Como prevenir?

Existem diversas opções para deixar os bichinhos livre de carrapatos. Um médico veterinário pode avaliar a melhor opção, considerando fatores como idade, peso e sexo do animal.

Coleiras carrapaticidas: muito práticas e seguras, elas liberam aos poucos uma substância que, ao mesmo tempo, previne e mata os carrapatos. São resistentes à água (não sendo necessário retirá-las para o banho), possuem ação prolongada (há versões com até 6 meses de duração), e podem ser utilizadas em cachorros de diferentes idades.

Talcos carrapaticidas: funcionam para retirar os carrapatos que já estão no animal e também para serem aplicados nos locais de permanência dele. O efeito é de pequena duração, sendo necessárias mais de uma aplicação por semana. Na hora de pulverizar o talco sobre o corpo do animal, cuide para que ele não lamba o produto.

Sprays carrapaticidas: são de fácil aplicação, além de permitirem eliminar também os carrapatos que possam cair no chão depois de retirados do corpo do animal. Eles têm ação imediata e podem fornecer proteção por até um mês.

Banhos carrapaticidas: devem sempre ser prescritos por um médico veterinário que irá avaliar fatores como o peso, a rotina de passeios e o contato com outros animais. Quando a infestação for grande, é preciso repetir os banhos a cada 15 dias.

Comprimidos: existem ainda medicamentos que eliminam rapidamente a presença de carrapatos. Os comprimidos são mastigáveis e conseguem garantir um efeito prolongado por até 3 meses.

Vale lembrar que, ao deixar os animais de estimação livres de carrapatos, previne-se não somente a transmissão da febre maculosa em humanos, mas também que eles próprios não contraiam doenças como Ehrlichiose e Barbesiose.

 Sobre a febre maculosa

A febre maculosa é uma doença infecciosa de alta letalidade. É transmitida pela picada do carrapato-estrela (Amblyomma cajennense) quando infectado pela bactéria Rickettsia rickettsii. Esse carrapato costuma ser encontrado em animais de grande porte, como bois e cavalos, em aves domésticas, roedores e, especialmente, na capivara. Para transmitir a doença a humanos, ele precisa ficar (ao menos) quatro horas grudado na pele.

Algumas recomendações:

  • Evite se sentar e deitar em locais em que já houve notificação de casos de febre maculosa ou que possam ter grande presença de carrapatos;
  • Quando necessário caminhar nessas áreas, examine frequentemente se há algum carrapato preso ao corpo. Use calçados fechados e vestimentas de cor clara para facilitar a identificação;
  • Se for picado, fique atento ao início dos sintomas e se eles correspondem aos da febre maculosa (febre alta, dor de cabeça, dor no corpo, náuseas, debilidade física e, posteriormente, o aparecimento de pequenas manchas avermelhadas). Se sim, procure imediatamente um posto de saúde. O início rápido do tratamento é determinante para a cura da doença. 

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