Sarampo: casos no Brasil ligam o alerta para prevenção

 Ministério da Saúde confirmou que entre os dias 2 de junho e 24 de agosto, 2.331 casos de sarampo foram confirmados no Brasil. Esse avanço ligou o alerta das instituições de saúde, já que a doença é grave e altamente contagiosa, podendo ser fatal.

Felizmente, existe uma vacina segura e acessível para imunização, e é possível se prevenir. Confira quais são os sintomas, grupos de riscos e tratamento dessa doença, e saiba como se vacinar.

Quem deve se vacinar

Qualquer pessoa não imunizada, seja porque não recebeu a vacina ou nunca apresentou a doença, corre o risco de se infectar. Porém, crianças pequenas e mulheres grávidas que não foram vacinadas estão em maior risco de contrair o sarampo e sofrer com suas complicações. 

Crianças devem ser vacinadas após os 12 meses de idade, sendo que geralmente é ministrada uma dose da tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) com 1 ano de idade, e uma da quádrupla viral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela) ao 1 ano e 3 meses de idade.

Grávidas não pode tomar a vacina, por isso devem redobrar os cuidados se não foram imunizadas. Certifique-se de que as pessoas do seu convívio no dia a dia tomaram a vacina e, em casos de surtos da doença, evite aglomerações de pessoas e espaços públicos.

A vacina contra o sarampo passou a ser ministrada em duas doses no Brasil a partir dos anos 2000. Então, se você nasceu antes desse ano, mesmo que tenha se vacinado, é provável que não tenha tomado a segunda dose. Nesse caso, é recomendável tomar o reforço. Em casos de dúvida, ou se você perdeu o seu cartão de vacina, é recomendável tomar a imunização em duas doses.

A vacina contra o sarampo é a principal maneira de combater a proliferação da doença, e está em uso há mais de 50 anos, sendo comprovadamente segura, eficaz e acessível economicamente.

Há outras formas de prevenir o sarampo?

O vírus é altamente contagioso e se espalha por tosse e espirros, contato pessoal próximo ou contato direto com secreções infectadas. Além disso, ele consegue permanecer ativo no ar ou em superfícies infectadas por até duas horas, o que torna esse vírus um patógeno perigoso.

Por isso, mesmo que seja recomendável higienizar bem as mãos e evitar o contato com pessoas que apresentam suspeita da doença, a vacina  continua sendo a forma mais segura e eficaz de se imunizar contra o vírus. 

Quais são os sintomas?

Uma pessoa contaminada com o vírus do sarampo pode apresentar um quadro de febre, manchas avermelhadas que surgem primeiro no rosto e atrás das orelhas e ,em seguida, se espalham pelo corpo, acompanhado de tosse, coriza e conjuntivite. 

Caso identifique esses sintomas, o recomendado é procurar o médico imediatamente.

Qual o tratamento?

Não há um procedimento padrão para o sarampo. Os pacientes são isolados, para evitar a transmissão e possibilitar a observação, e são tratados por falta de vitamina A, complicações relacionadas aos olhos, estomatite (aftas), diarreia e desidratação, falta de proteína e infecções no trato respiratório. 

A boa notícia é que a maioria se recupera bem em duas ou três semanas de tratamento, mas ainda há casos em que o quadro pode evoluir e levar à morte. Normalmente, os casos fatais são decorrentes de complicações graves, como diarreia, desidratação, encefalite (inflamação no cérebro) ou infecções respiratórias.

Se você precisa tomar a vacina, procure um posto de saúde levando seu cartão de vacina. A vacinação contra o sarampo está acontecendo exclusivamente na rede pública até dezembro de 2019. A Araujo oferece o serviço de vacinas para várias outras necessidades. Confira neste link qual a unidade mais próxima de você. Não é necessário agendamento prévio.

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