Vacina: dúvidas, mitos e verdades sobre esse marco na história da humanidade

A vacina é considerada uma das principais revoluções do sistema de saúde pública e impactou diretamente nossa vida em sociedade. Ela aumentou a expectativa de vida, diminuindo as taxas de mortalidade infantil, e ainda nos livrou de doenças altamente contagiosas e muito comuns no passado, como a difteria, a paralisia infantil, tétano, caxumba e rubéola. 

Dessa lista, a maioria praticamente já não existe mais no Brasil, já que estamos entre os países que possuem o serviço de vacinação mais eficientes do mundo, com uma média de 90% das crianças sendo vacinadas. Ou seja, ela tem potencial para imunizar uma pessoa, mas também de erradicar doenças para sempre. As próximas gerações, por exemplo, podem viver em um mundo que dispensam determinadas vacinas, simplesmente porque o ciclo dela foi encerrado e não existe mais o vírus.

Mas mesmo com tantos benefícios, segurança e eficácia comprovados, ao longo da história, elas sempre foram alvo de suspeitas e até mesmo recusa de algumas partes da população. Neste texto, confira um pouco da história de sua origem e como funciona uma vacina, para entender a importância dela.

Como funciona?

A função de uma vacina é ativar o nosso sistema imunológico, “ensinando” nosso organismo a reconhecer e combater vírus e bactérias em futuras infecções. Por isso, não são usados fármacos ou substâncias  que curem a doença ou diminua os sintomas, mas sim versões atenuadas ou inativas dos vírus ou bactérias que causam a doença.

Eles são manipulados em laboratórios e não têm potencial para efetivamente causar a doença em uma pessoa, mas, mesmo assim, seu corpo reage fabricando anticorpos para combater aquele agente. Se um dia seu corpo entrar em contato com o vírus de fato, ele já está preparado para reagir e combatê-lo antes que cause a doença.

Origem

Existem registros na China, já no século 10, de pessoas entrando em contato voluntariamente com formas atenuadas da varíola para se imunizar contra essa doença. Mas foi em 1798 que o termo “vacina” surgiu. 

O médico e naturalista britânico Edward Jenner começou a ouvir relatos de trabalhadores do campo que geralmente não contraíam a varíola. Ao investigar melhor as causas, descobriu que maioria já havia tido contato com a varíola bovina, uma variação que tem menos impacto para o ser humano. Ele começou a realizar testes, introduzindo o vírus bovino em pessoas, e comprovou a tese de que elas ficavam imunizadas à doença.

Por isso, o termo “vacina” vem justamente do nome científico da varíola, que é Variolae vaccinae. Desde então, os processos de fabricação e pesquisa vêm constantemente sendo melhorados, fazendo dela o método mais seguro de imunização.

Tem sintomas?

Todo mundo tem um conhecido ou já ouviu falar de alguém que teve um mal-estar no dia que tomou a vacina. Mas esses casos são cada vez mais raros e não significam, necessariamente, que a vacina faça mal. A febre nada mais é do que uma reação do nosso corpo a um agente estranho causador de doenças. 

Pelos procedimentos e controles de qualidades a que elas são submetidas, os riscos de uma vacina vir a causar uma enfermidade são baixíssimos. Alguns grupos, porém, devem procurar orientação médica antes de tomar suas vacinas. São eles:

  • Gestantes
  • Bebês até os seis meses
  • Pessoas com diabetes 
  • Idosos 
  • Pessoas com problemas genéticos que podem enfraquecer o sistema imunológico
  • Portadores de doenças que reduzem a imunidade

Vacina da gripe todo ano

Todo ano há uma campanha de vacinação contra a gripe, e é comum que alguns até pensem: “não preciso tomar, porque já me imunizei no ano passado”. Mas no caso da gripe, a lógica é um pouco diferente. Existem três grupos de influenzas: A, B e C, e dentro de cada um deles, há subgrupos que são definidos por uma espécie de código associado aos agentes infecciosos. É por isso que você já leu ou ouviu por aí sobre a H1N1, popularmente conhecida como gripe suína. O H1N1 é o código desse vírus.

No caso das gripes, o governo monitora ao longo do ano quais os vírus mais comuns, que têm maior probabilidade de causar uma epidemia. Quando o inverno se aproxima, época que os índices da doença aumentam, o governo produz as vacinas a partir desse monitoramento.

Viu como a vacina é importante e segura? Fique atento ao calendário de vacinas e não perca as campanhas. A Araujo também possui o serviço de vacinação, e você pode conferir aqui quais as unidades que oferecem esse serviço. E se algum amigo ou conhecido ainda duvida da eficiência e importância das vacinas, encaminhe esse texto para ele.

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