Adoção: uma atitude de amor

Muitas vezes, os laços sentimentais que unem mães e filhos vão muito além da ligação de sangue. Foi com um gesto de amor e doação que Anna Carolina, a Anninha, entrou na vida da dona de casa Hilda de Freitas Barbosa e transformou a rotina de toda a família. E hoje você confere, no blog da Araujo, um depoimento superinteressante dessa mamãe.

Foto: Pinterest

“Fiquei sabendo que uma mulher havia dado à luz duas meninas e não tinha condições de criá-las. Organizei uma campanha na comunidade para ajudar essa mulher e, aos poucos, fui me envolvendo. No princípio, trouxemos a Anninha para passar alguns dias aqui em casa, com o consentimento da mãe biológica, apenas para ajudá-la. Aos poucos, de uma forma muito natural, ela foi se tornando parte da família, até que conversamos com a mãe de sangue dela e oficializamos a adoção. Quando ela veio pra nós, tinha apenas dois meses de idade e, agora, já tem sete anos”.

Hilda conta que, ao adotar a garota, realizou um sonho antigo. “Quando Anninha chegou, nós já tínhamos dois filhos adultos, então foi uma mudança muito grande em nossas vidas. Todos os vizinhos e amigos ficaram animados com a novidade e se mobilizaram para nos ajudar. Se eu tivesse que passar por tudo isso de novo, passaria com a mesma alegria.”

Assim como Hilda e o marido, milhares de brasileiros desejam adotar um filho. Segundo dados do Cadastro de Adoções do Conselho Nacional de Justiça, em 2011, nada menos que 30.3788 candidatos a pais estavam na fila de espera em todo o Brasil. De acordo com a legislação do país, podem se candidatar homens e mulheres, acima de 18 anos de idade, independentemente do estado civil e da orientação sexual. O adotante precisa ser, pelo menos, 16 anos mais velho que o adotado e ter condições de oferecer um ambiente familiar considerado adequado pelas autoridades responsáveis pelo processo.

Para os futuros papais e mamães que desejam adotar uma criança, o primeiro passo é se dirigir ao Fórum de sua cidade ou região, levando RG e comprovante de residência. Lá, o candidato receberá todas as informações necessárias sobre documentação e procedimento para iniciar o processo.

O procedimento para efetivar a adoção ainda é considerado um tanto quanto burocrático por muitas pessoas, mas quem já conseguiu ter nos braços o filho que tanto esperou, garante que a sensação é única e que vale a pena. “É um amor tão grande, tão forte, que não dá nem para explicar. A forma como ela apareceu para nós e passou a fazer parte da família, esse sentimento de troca, de carinho, é uma sensação tão boa, faz tão bem para nós e para a criança que é difícil até de falar. Parece até que a chegada da Anna Carolina foi uma grande providência para as nossas vidas, tenho certeza de que ela sempre foi nossa”.

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